Análise sobre a importância da Governança Corporativa para o mundo dos negócios

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    Por Lorenzo Merlo Bandoni

    Apesar desse assunto estampar diversas reportagens dos principais veículos de comunicação, não devemos tratá-lo como simples “modismo”. Hoje, amplamente difundida no mundo dos negócios, a cultura da governança corporativa decorreu de uma profunda mudança no ambiente empresarial e da necessidade dos gestores de se adaptarem a um novo perfil de investidores e dos demais parceiros sociais.

    Importante ressaltar que essa expressão é compreendida como o sistema de relacionamento entre acionistas, auditores independentes e executivos da empresa, liderados pelo Conselho de Administração.

    Sua observância é de extrema importância, pois ela funciona como instrumento de divulgação das atividades empresariais aos shareholders e aos stakeholders, especialmente no que tange a seu desempenho econômico, financeiro, social e ambiental, contribuindo, desse modo, para a positiva imagem da empresa.

    Dessa forma, sua importância prática está vinculada, principalmente, às operações de avaliação empresariais, bem como às possíveis aquisições ou parcerias. Esse é um dos primeiros pontos considerados pelos investidores, que buscam alguma segurança e que reconhecem que esse procedimento gera e mantêm valor.

    Um dos principais objetivos da governança corporativa é o de proteger o valor da empresa com políticas de controle. A melhoria dos controles internos vem aumentar a confiabilidade nas informações contábeis, no atendimento a normas e no cumprimento da legislação.

    O estudo desse tema rege-se fundamentalmente por uma série de bons princípios, especialmente aqueles relativos à: transparência; equidade; prestação de contas; cumprimento das leis e, sobretudo, ética na condução dos negócios empresariais, bem como das atividades desempenhadas por governos e entidades não-governamentais

    Por conta disso, o seu conceito reflete, intimamente, o modelo de gestão que busca o aumento da qualidade das decisões e das práticas empresariais.

    É necessário que as sociedades empresariais estabeleçam uma nova dinâmica para que exista confiança múltipla, de modo que o dinheiro não seja desinvestido, visando à maximização do valor da companhia no mercado.

    Muitos afirmam que o modelo de governança corporativa na Petrobras não funcionou, por conta dos inúmeros casos de corrupção presenciados na companhia.

    Afinal de contas, como veio à tona os casos iniciais de irregularidades na Petrobras?

    Graças a um conselheiro independente que integrava o Conselho de Administração, eleito pelos acionistas minoritários, que fez constar na ata da assembleia, responsável pela deliberação acerca da compra da refinaria de Pasadena, sua inconformidade com tal posicionamento. Ao passo que essa atitude chamou a atenção dos veículos de comunicação, fazendo com que o caso repercutisse por todo o país.

    Posto isso, percebe-se que a governança corporativa visa à inibição de atos clandestinos que afrontem nosso ordenamento jurídico, além de apontar as falhas significativas de controle da companhia.

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