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Como produzir um bom texto

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Antes de escrever sobre determinado assunto, é necessário que tenha dedicado um tempo para reflexão. O pensamento deve estar estruturado em sua mente, de modo que essa estrutura esteja presente no texto.

Entretanto, no dia a dia, é comum não nos dedicarmos a prática de organizar os pensamentos em nossa mente. O grande fluxo de informações que assimilamos nos dá a falsa percepção de que dominamos o assunto em questão, quando em verdade, a maior parcela do conteúdo armazenado está desorganizado e sem coesão.

Essa falsa percepção de compreensão e organização nos leva a escrever impulsivamente, o que torna o texto, para o leitor, na maioria das vezes, confuso e desconexo. O que é um problema, pois não temos o recurso da fala para suprir essa lacuna.

Uma forma de solucionar esse problema, é fazer uso do princípio da divisão, ou seja, partir de uma ideia, aparentemente complexa e reduzi-la em várias ideias simples. Empregar esse recurso na produção de um texto, faz com que o leitor tenha um maior aproveitamento e consequentemente um nível mais elevado de compreensão.

Outra forma, é fazer o papel de receptor do texto, ao invés de autor, questionando-se sempre: essa redação está clara o bastante para o público alvo entendê-la?

Se a resposta for sim, siga adiante, caso contrário, é necessário encontrar o ponto em que seu texto perdeu a clareza e retomar sua escrita a partir dali.

Lembre-se: A reflexão é pré-requisito para a expressão!

Isto posto, sigamos aos fatores que influirão positivamente nesse processo de manifestação verbal:

  1. Correção: Um texto bem escrito, é aquele que além de possuir um conteúdo rico, não encontramos nele desobediências a disciplina gramatical. É necessário respeitar as normas linguísticas!
  2. Concisão: A grosso modo, a concisão se resume a “dizer muito em poucas palavras”. A objetividade é imprescindível para se produzir um bom texto.
  3. Clareza: Consiste na exteriorização das ideias de forma clara e sem obscuridades.
  4. Precisão: Um texto preciso, é aquele em que a palavra certa se encontra no lugar devido, sem mais.
  5. Naturalidade: A escrita deve correr de forma simples e espontânea, evitando o artificialismo.
  6. Originalidade: Se resume a “ser você mesmo” ao redigir um texto. Seu próprio estilo.
  7. Nobreza: Uma linguagem nobre é aquela que dispensa a utilização de termo chulos e torpes.
  8. Harmonia: O equilíbrio empregado na produção do texto, proporcionando ao receptor uma leitura prazerosa.

Contudo, para alcançar de fato uma boa escrita e exprimir nossas ideias de modo claro, é necessário esforço e prática, só assim sua escrita será aprimorada ao longo do tempo.

“O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer. ” – Samuel Johnson

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