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Quem ganha com o desarmamento?

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Na semana passada houve mais um atentado que deixou 50 mortos e 53 feridos em Orlando. Algumas pessoas culpam pelo atentado o fato de nos EUA, em alguns estados e em algumas áreas, haver uma incrível facilidade de se comprar e portar armas. Vamos desmistificar este caso.

O atentado em Orlando ocorreu em uma área “gun free zone”, ou seja, um local onde a entrada de armas é proibida. Além disso, um estudo feito pela Stanford e Heritage Foundation, mostra que desde 2002 aconteceram 54 tiroteios em massa nos EUA, e entendamos como “tiroteios em massa” aqueles que, segundo o estudo, conta com três ou mais pessoas baleadas. Desses 54 tiroteios, 17 aconteceram em lugares que o cidadão pode usar armas, enquanto 37 foram nas ditas “gun free zones”. Somente este índice, por si só, já nos leva a crer que um atirador deve escolher o local onde vai cometer tais crimes com base na possibilidade de encontrar cidadãos armados que possam vir a revidar. Me parece óbvio que tentar cometer um atentado ou um simples crime entre pessoas desarmadas é muito mais “seguro” que entre pessoas armadas.

Outro índice que devemos levar em consideração é que dos 17 incidentes ocorridos nas áreas onde o cidadão pode usar armas, por 5 vezes civis armados atrasaram ou impediram o atirador de cometer tais atrocidades. Nas áreas onde o porte de armas é proibido, dos 37 incidentes, apenas em 2 deles aconteceu o atraso ou impedimento por parte de civis armados.

Será que a permissão de andarmos armados não amedrontaria alguns criminosos de cometerem alguns crimes? A possibilidade de reação da vítima sempre causa medo no criminoso, afinal, todos eles temem a morte e lidar com uma população que certamente estará desarmada e inabilitada a reagir sempre será um bom negócio, para o bandido.

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