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Ração Humana – Política de erradicação da fome desenvolvida pelo prefeito João Dória

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No texto a seguir, buscaremos explicar, através de tópicos, toda a confusão que surgiu, no começo da semana passada, em torno da política da erradicação da fome proposta pelo então prefeito de São Paulo, João Dória em parceria com a plataforma Sinergia.

  1. Aprovação na Câmara

A discussão acerca da ração humana começou logo no início, quando o prefeito apresentou o projeto na câmara de vereadores em um dia, e logo em seguida já recebeu a aprovação, o que causou alarde na população, tendo em vista que tais medidas demoram um determinado tempo para serem aprovadas.

A aprovação da política proposta por Dória, ocorreu em um auditório no Ibirapuera, e contou com a presença de grandes investidores do ramo alimentício. No dia do evento já havia 50 toneladas do composto produzido, o que causou uma enorme repercussão.

  1. A política

Tal política consiste em doar para as pessoas em situação de pobreza a denominada Farinata, ou como ficou popularmente conhecida “Ração Humana”. O referido produto é produzido a partir de restos de alimentos próximos da data de vencimento ou já descartados, e seria utilizado para combater a fome e posteriormente ser distribuído nas escolas da rede municipal como um produto complementar.

  1. Isenção fiscal

A matéria prima, para a produção do composto, seria doada pelas grandes empresas parceiras, e em troca dessa doação, ocorreria a isenção fiscal das mesmas, ou seja, as empresas que efetivassem a doação desses alimentos não precisariam mais realizar o pagamento de impostos. O que levou à muitas perguntas acerca do prejuízo que isso causaria ao Estado de São Paulo e quanta renda deixaríamos de arrecadar com isso.

  1. Parceria com a Plataforma Sinergia

Outra polêmica gira em torno da constante negação do prefeito em relação a parceria firmada entre a prefeitura de São Paulo com a Plataforma Sinergia, levando-o  diversas vezes a contradizer tal coadjuvação e logo em seguida voltar atrás.

  1. Opiniões de nutricionistas

A maioria dos nutricionistas que avaliaram a composição da ração humana, bem como seu valor nutricional e sua forma de produção, não aprovaram determinado alimento por sustentarem que tal medida causaria um enorme retrocesso nas políticas de segurança alimentar já desenvolvidas e consolidadas atualmente.

Na semana passada o Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo já havia se posicionado contra o suplemento dizendo que o produto contraria “os princípios do direito humano à alimentação adequada” e está “em total desrespeito aos avanços obtidos nas últimas décadas no campo da segurança alimentar”.

  1. Considerações finais

No Estado de São Paulo há um milhão e meio de pessoas em situação de insegurança alimentar, segundo dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. No Brasil, o número ultrapassa os 7,2 milhões. É uma situação preocupante, entretanto devemos levar em consideração ambos os lados, e realizar uma ponderação entre tal medida adotada e a humanização do ato de se alimentar.

No momento, possuímos mais perguntas do que respostas a respeito da política erradicação da fome proposta pelo prefeito, o que nos resta agora é esperar por mais explicações sobre o assunto.

O que você acha sobre o assunto? Nos diga nos comentários!

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