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Sociedade – Uma análise sociológica

1987
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A palavra sociedade surge do latim societas, que significa “associação amistosa com outros”. O conceito de sociedade e seu funcionamento vem sendo objeto de discussão durante anos pelos principais estudiosos.

Em uma definição mais direta podemos entender sociedade como sendo a convivência e atividade conjunta do homem, ordenada ou organizada conscientemente. O conjunto de indivíduos que partilham uma cultura semelhante, possuem os mesmos propósitos, gostos e costumes e que além disso interagem entre si.

Em meados do século XIX, o estudo da sociedade foi direcionado como ciência denominada sociologia por August Comte (1798 – 1857). Após esse momento outros percussores, Max Weber, Émile Durkheim e Karl Marx, se preocuparam em criar ferramentas para que pudéssemos entender de forma consolidada uma sociedade.

Passaremos agora a analisar como cada pensador encarava e conceituava a definição do termo sociedade a partir de seus estudos e convicções.

Na visão de Durkheim:

a “sociedade é superior aos indivíduos, existindo independente dele, que não passa de um mero receptor de regras sociais”.

A sociedade é um ente que possui controle perante as ações individuais, e impõe ao agente que siga normas exteriores e anteriores a ele, por meio do denominado Fato social. Tais normas não foram criadas pelo indivíduo, entretanto este é autônomo em suas escolhas e em decidir qual norma seguir desde que estejam dentro das possibilidades que a sociedade impõe. Caso saia ou desobedeça esses limites determinados ele será punido socialmente por meio de sanções legais, as quais são prescritas pelas sociedades, ou sanções espontâneas, as que aflorariam com decorrência de uma conduta não adaptada à estrutura do grupo ou da sociedade.

Durkheim atribui três características ao fato social:

  • Coerção social: a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a conformarem-se às regras da sociedade em que vivem.
  • Exteriores: ou seja, os fatos sociais existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente.
  • Generalidade: sendo o fato social pertinente a todos ou a uma parcela.

Em sínteses, o homem nada mais é do que um ser condicionado pelas regras da sociedade (fato social) com uma pseudoliberdade de escolhas.

Partindo para uma análise mais weberiana sobre o conceito de sociedade, podemos dizer que o sociólogo não possui uma teoria geral concebida. Para ele a sociedade constitui um sistema de poder, que perpassa todos os níveis da sociedade, desde as relações de classe a governados e governantes, como nas relações cotidianas na família ou na empresa. O poder não decorre somente da riqueza e do prestígio, mas também de outras fontes, tais como: a tradição (costumes), o carisma (admiração/fascinação) ou o conhecimento técnico-racional (burocracia).

Por fim, Karl Marx parte de uma ideologia mais radical em relação a definição de sociedade, sustentando que esta não tenderia a buscar a funcionalidade perfeita como para Durkheim. Para ele, a sociedade é constituída por classes sociais que se mantem por meio daqueles que possuem o controle dos chamados meios de produção, ou seja, as elites.

A sociedade é heterogênea e valoriza o acumulo de bens materiais e não de bem-estar da sociedade.

Leia também: De Aristóteles a Weber – Definições e conceito de Estado

BIBLIOGRAFIA

GV Law – Sociologia jurídica – José Eduardo Faria 2ª Ed. 2010

Sociologia – Joel M. Charon, Lee Garth Vigilant 2ª Ed.

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